Fui convidado pelo Just Madá para fazer parte do projeto A 4 mãos, um projeto mensal onde dois chefs ou gourmets são convidados a montar um menu confiance. E ontem foi minha prova de fogo, ao entrar numa cozinha de bistrot para servir entrada, prato principal e sobremesa para 16 pessoas. Como Sous Chef convidei meu amigo de panelas, André Dias e mãos à obra.
Anteriormente pesquisando, já tinha definido que o prato principal seria um Filé Wellington, algo bem anos 60, e para não fugir do tema, busquei entrada e sobremesa, que remetessem a essa época. Servi também um welcome drink, que já tinha visto que anda fazendo sucesso nos restaurantes do Rio de Janeiro, nesse verão.
O drink: Caipiroska de morango com picolé de maracujá – A mistura de caipiroska com um picolé de sabor diferente, é hit do verão carioca, e só provando pra saber como é inusitado e gostoso.
A entrada: Cocktail de camarão c/ pêra – Hoje em dia é cafona, eu assumo, mas é algo que fez muito sucesso antigamente. E tinha que ter uma cereja ao maraschino pra ficar mais retrô.
O principal: Filé Wellington – filé selado, com molho de mostarda dijon, um shitake grellhado inteiro, fatias de presunto de parma, envolvido numa massa folhada. Acompanhando arroz de shimeji e shitake e molho de blueberries e vinho. Ficou muito bom, porém errei na hora de selar a carne, que deve ser um susto na frigideira, senão o centro do filé não fica rosé.
A sobremesa: DelÃcia de abacaxi – sempre gostei, e sempre comi congelada. Eu deixei super gelada, e coloquei um chantilly de côco com flocos de côco queimado e crocantes de abacaxi. Preciso aperfeiçoar o doce de abacaxi (c/ gengibre, ou limão siciliano, para fazer um contraponto na doçura da sobremesa) e servir numa taça mais rasa para ficar tudo nivelado e vir tudo junto na mesma colher.
A experiência foi fantástica e agora é que deu vontade de ter meu próprio restaurante.




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